
Boa noite caros amigos! Venho hoje apresentar a todos vocês mais uma nova poesia, ou, na verdade, seria mais um poema narrando uma estória. Espero que curtam! Esse foi algo que escrevi baseado no Roland, do livro A Torre Negra. Quem já leu ou conhece vai entende mais sobre o poema escrito logo abaixo. Mas, não se preocupe que não conhece. Leiam. Identifiquem-se. Até a próxima!
ARDOR

Caminhos truculentos são minhas passadas!
Vias escorregadias são minhas escapadas.
Assim sou! Vagando como um Childe solitário,
Percorro estradas, desertos áridos e causticantes;
Pernoito em lugares inóspitos, sóbrios e
Em um frio que tenta congelar minhas entranhas.
Vou seguindo meu rumo entre vales e pântanos.
Solitário, desbravo o interior sem olhar para trás.
O escuro é meu guia? A escuridão me direciona?
Jamais! Sou guiado pelo fogo que arde em meu ser,
Fogo este que ainda são se extinguiu, chama que
Não deixarei morrer até chegar ao meu destino.
Estou na minha melhor forma física e mental
Os objetivos que tracei? Não os esquecerei!
Sei aonde devo chegar e como chegar.
Mesmo que para você pareça que eu esteja só!
Engana-se ao pensar assim! Pois lhe digo:
Eles estiveram ao meu lado todo o tempo.
O que espero com tão grande e árdua peregrinação?
A resposta para esse dilema não posso responder,
Porque ao fim ainda não cheguei! Ó caminho longo!
Ah! Grandes estradas, caminhos ainda irei trilhar.
Minha jornada está tão fresca que posso sentir
O perfume de tantas aventuras que estão porvir.
A única coisa que sei no momento é que a jornada
Não é fácil! Espero não esmorecer no meio do caminho.
Ó alma minha! Ó corpo meu! Ó Espírito! Dar-me-ei
Força o bastante para suportar a peleja sem parar.
Posso vislumbrar bem ao longe, além dos montes.
O gosto que o fim trará ao meu coração viajante.
Oh sim! Posso ver e regozijar, pois o fim é próximo!
O fogo que há em meu coração me aquece mais
A chama que ainda não se extingui agora cresce...
...Cresce com uma rapidez de uma fornalha sem fim;
Minha alma pula de alegria, meu espírito grita!
Meu corpo eufórico está com o fim.
Depois de caminhos truculentos e estradas áridas
O Childe solitário pode ver o fruto de seu esforço
Os meus olhos lacrimejam, a minha face alegra-se
Agora posso descansar... Entrego-lhe o fogo que
Não deixei morrer, a chama que não deixei apagar
A você quero presentear, em seu coração quero depositar.
Emfim... Chego Ao fim que esperava chegar!
(Alisson F. Barros)

